domingo, 6 de outubro de 2013
Poeira.
Quando bateu na porta sentiu vontade de voltar, descer o elevador e andar umas dez quadras. Para longe. Exalava cigarro e álcool, mas ninguém ia sentir no apartamento vazio. Do outro lado da cidade: cartões de crédito trabalhavam como navalhas para o dia nascer feliz. Uma ligação. O telefone do outro lado da cidade tocou. Não sentiu culpa, dormiu. E já era de manhã quando um nariz gelado encostou na sua nuca.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário